quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cores, odores e paladares...

... Que é o mesmo que dizer: árvores, plantas e flores, por esta ou outra ordem qualquer!

No caso, aquilo que pretendo vir a plantar no meu quintal. Assim eu tenha tempo e alma!

Pois está claro que tenho planos...  Desde há muito tempo. Vamos lá ver no que irá dar!


ÁRVORES

Não quero plantar mais do que três, que é a conta que Deus fez. Uma laranjeira, talvez uma macieira e quiçá um abacateiro... Mas dos que dão o tipo de abacate que eu gosto, de casca escura e frizada, tão bons para fazer guacamole. Não aprecio nada daqueles de casca verde e lisa, muito fibrosos por dentro.
A laranjeira dá frutos ao fim de um ou dois anos. Plantar uma macieira é que parece ser algo trabalhoso.

Confesso uma certa curiosidade em relação à nogueira, mas é algo que ainda me irá requerer pesquisa.

O que é que eu já tenho? Um limoeiro que já padeceu imenso, mas que resiste como um verdadeiro herói; uma pereira que em tempos terá dado belos frutos, mas que não sei em que estado está, e parece que também tenho por lá uma nespereira, mas confesso que nunca dei por ela (ao passo que cheguei a jurar ter visto por lá uma figueira que afinal não existe).

VEGETAIS

Estou tentada a listar uma dúzia deles: tomate, cebola (e eventualmente alho), abóbora, pimento, pepino (e talvez beringela), couve galega (quiçá couve-flor), repolho, espinafre, bróculos, agrião, nabo e chuchu. Malagueta também quero (faço questão), mas não sei onde a inserir... Nem nesta divisão que aqui faço, nem fisicamente, no quintal. Talvez a ponha em vasos.

ERVAS

Para já umas duas mancheias, mas o céu é o limite no que se trata a descobrir as suas propriedades e potencialidades (e eu, que me interesso pela tema, conheço já imensas): salsa, hortelã, coentros, oregãos, manjericão  tomilho ou poejo, e as floridas lavanda, alecrim e cidreira. Também acho piada à azedas, cujos pés, picadinhos, temperam lindamente as saladas de fruta.

BAGAS (e pequenos frutos rasteiros ou de silvas)

Ele há groselha, mirtilo, cassis, goji; e, nos frutos vermelhos e/ou silvestres, as amoras, as framboesas e os morangos. Também acho imensa graça ao fisális. Mas para "brincar", escolherei, no máximo, os a negrito.

FLORES

À partida não irei ocupar os meus canteiros com flores, sendo que os que vier a ter deverão permanecer em vasos. Provavelmente algumas plantas aromáticas também, mas isso logo se verá. Devo dizer que não percebo absolutamente nada de flores, o que acarreta uma enorme dose de desafio a esta nova fase da minha vida!
O caminho faz-se ao caminhar, lá diz o ditado. E, aos pouquinhos, irei florir e deixar-me florir. Assim será!
Mandei arrancar uma antiga roseira que se encontrava "embicharada", e fiquei muito triste ao perceber que os homens das obras deram cabo de uma quantidade de verde que eu ali tinha, nomeadamente uma árvores qualquer que eu não sei o que seria mas que enchia a entrada para o quintal, e um cacto gigante que lá havia.

Por fim, há ainda as plantas trepadeiras com que pretendo adornar duas zonas do quintal: sem flores, as que irão "forrar" a rede que divide o meu terreno do do vizinho; e bunganvílias (talvez brancas, talvez verdes) a ornamentar o caramachão. E há ainda uma árvore, que não de fruto, que me apetece muito ter: a Magnólia...

Fonte: http://decoradorabile.com/tag/arvores-no-quintal/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hoje apeteceu-me colorir o Outono...

... E por isso coloquei, a fazer de metáfora, esta selecção de imagens no meu facebook: 


Fonte: http://pinterest.com/joycediehl/bom-de-viver/

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cozinha corrida

Já não é novidade que sou adepta de espaços domésticos pequenos. Se há coisa que me agrada é ver como se consegue aproveitar e rentabilizar cada cantinho de uma casa.
Para mim, uma sala de estar é um espaço moderado onde todos se possam sentar confortavelmente perto uns dos outros, e não um salão com áreas que não são fruídas, desprovidas de razão (e de emoção).
Já o quarto, esse é suposto ser algo à minha medida, que permita ter perto de mim o que me é mais intímo, mas não uma zona por onde cirandar sem rumo e sem necessidade.
Claro que não sou fundamentalista, pelo que, se tais divisões, apesar de grandes, souberem proporcionar vários ambientes, nada a dizer. Já vi algumas versões que me agradaram. E casas de banho enormes e agradáveis também. Mas confesso que isso é raro, pelo simples facto de que não é fácil decorar com alma espaços demasiado abertos.
De todas as divisões, talvez a cozinha seja a que eu melhor compreendo que as pessoas prefiram em grande, seja para colocar uma ilha ao meio, seja para o que for. Mas, pensando bem, se a minha o fosse, acrescentar-lhe-ia apenas um recanto mais intimista - e talvez uma poltrona - para poder dar despacho aos e-mails enquanto cozinho e para confraternizar com as visitas.
Ainda assim, prefiro-as pequenas e bem aproveitadas. Têm de ser funcionais e acolhedoras ao mesmo tempo, o que não é fácil. Gosto de poder ter tudo à mão, bastando para isso virar-me de um lado para o outro e, ainda assim, saber que nela caibo eu e mais o meu mundo.
A minha cozinha é assim. Assim a soube, no exacto momento em que a vi pela primeira vez. Nesta edição que lhe serve de homenagem, mostro alguns exemplos de cozinhas com a mesma estrutura: estreita e longa - também designada "em corredor". Só enquanto a minha não fica definitivamente acabada.



Eis, para mim, o que tem de ter uma cozinha: boa(s) bancada(s) de trabalho, suficiente espaço para arrumação, bastante luz natural e uma disposição ergonómica. Depois é só torná-la bonita. E pronto!

Aproveito, e partilho aquilo de que me lembro sempre que se fala em cozinhas pequenas - se bem que o caso que se segue diz respeito a uma cozinha muito mais pequena do que qualquer outra; qualquer coisa parecida com isto:



Rachel Khoo:

Rachel Khoo é Inglesa, provinda de uma família de imigrantes orientais e mora em Paris. As suas receitas pretendem reproduzir os clássicos da cozinha francesa numa versão moderna e desmistificada. Não domina bem o francês, o que até poderia ser uma limitação, mas que é transformado em charme.

O programa é gravado na sua cozinha, que é minúscula, e a par da qual todas as cozinhas são palácios. Na verdade, para se movimentar esta cozinheira conta com um espaço quadrado que tem a medida total de ambos os seus braços abertos.
A Rachel trabalha sobre uma pequena bancada de madeira que ela mesma providenciou, e cozinha de forma viva, descontraída (descalça até)... de um jeito simples mas, ao mesmo tempo, algo sofisticado.


Bon appétit!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Economia e Ecologia

Três coisas tentei ter em atenção, nesta nova casa, para além da estética do ambiente: assegurar condições de segurança; criar um espaço onde um cão possa ser feliz; prever formas de restringir os gastos. Sobre esse último aspecto, eis aquela que é a minha principal tríade na economia doméstica:

ÁGUA

Na mira de um consumo da água mais racional, as torneiras da cozinha e da casa-de-banho serão apetrechadas de um redutor de caudal; a loiça é lavada à mão no sistema de duas cubas (o lava-loiças só tem uma, mas a técnica consiste em lavar nela e enxaguar num alguidar, ou vice-versa), evitando a irresponsável tentação da lavagem sob água corrente; a primeira água do duche (enquanto não sai quente) é aproveitada para a rega ou para a limpeza do chão (aliás, a água de passar a loiça a limpo também serve para lavar o  chão do quintal, por exemplo).

Quem tem um quintal costuma consumir mais água, mas eu quero ver se consigo compensar as coisas.

Quanto ao autoclismo, para além de ter duas intensidades de recarga, levará, no cifão, uma garrafa cheia de água, por forma a impedir o seu enchimento total. Há quem opte pelo truque de aproveitar águas de outros usos para as descargas, mas não me parece nada prático. E eu privilegio formas inteligentes de fazer mais com menos, mas que não causem desconforto.

Há dias vi à venda uns vasos muito grandes que se colocam no jardim e que, para além de serem decorativos, servem de reservatório para as águas da chuva e têm uma torneirinha, para além de um filtro. São caros, e também não vejo razão para tanto, até porque sei que iria passar a vida a imaginar a quantidade de bichos que iriam jazer por lá a todo o momento; quer a afogar-se, no inverno, quer a dissecar, no verão. Ná!, não é uma ideia que me entusiasme.

LUZ

No que respeita à energia eléctrica, as opções são ainda mais. Deixo aqui uma mão cheia delas:

a) Investi em dispositivos LED (sala, quarto, casa de banho, corredores, despensa e anexo) e lâmpadas economizadoras (cozinha, quintal e arrumos);

b) Em todas as divisões há sempre a hipótese de se acender uma só lâmpada [dei por um erro de estudo que cometi ao optar por instalar um foco duplo no quarto, o que me obriga a ter sempre um par delas ligado, mas isso é coisa que irei corrigir no futuro];

c) Para eventuais (e excepcionais) serões de TV não preciso de ter as luzes acesas (nunca foi meu hábito), e tenho ainda duas outras possibilidades: o acumulador de luz solar, que passará o dia a absorver energia no quintal e que tem autonomia suficiente para o uso que darei à sala ao chegar a casa; e o antigo candeeiro a petróleo, uma relíquia de família (era da minha avó materna e já em criança me encantava), que, para além de servir como peça de decoração, é extremamente útil em situações de falta de energia e pode mesmo ajudar a compor um ambiente mais romântico...;

d) Não possuo equipamento de ar condicionado, aquecedores de qualquer género ou electrodomésticos muito gulosos de energia eléctrica, como seja um secador de roupa. Utilizo muito poucas máquinas e, definitivamente, bem menos apetrechos eléctricos do que a maioria das pessoas: não uso máquina de café (o café é feito na cafeteira), nem chaleira eléctrica (aqueço a água ao lume ou no microondas); a torradeira é daquelas de se colocar em cima do bico do fogão; optei pela lavagem manual da loiça (para uma ou duas pessoas nunca achei que compensasse a máquina); muitas vezes substituo os equipamentos eléctricos (picadora, batedeira, espremedor, passe-vite, etc.) por utensílios manuais, tão mais agradáveis de utilizar!;

e) Todos os grandes equipamentos são económicos (de A+ a A+++) e o uso daqueles que ainda não o são (como o famoso ferro de engomar) é devidamente regrado. Mesmo os aparelhos menos gastadores são, dentro dos possíveis, utilizados com consciência e parcimónia (abertura das portas do frigorífico; aparelhos em modo de “stand-by”, lavagem da roupa à temperatura suficiente, etc.);

Se ainda era possível fazer mais e melhor? Pois claro que era. Um exemplo é este: eu sempre quis – e o tanto que teimei para isso! – que este meu forno fosse a gás. Por um lado, eu adoro cozinhar no forno; por outro, o forno eléctrico gasta horrores de energia. Todavia, de modo a não diminuir ainda mais o espaço do corredor que a cozinha forma entre os armários, tive de fazer caber a placa de bicos e o forno respectivamente sobre e sob um tampo de 50 cm, o que poderia ser um impossibilidade, não fosse eu a teimosa que sou. Lá fácil não foi, é verdade: ao início juravam-me a pés juntos que uma placa de bicos a gás, para ali caber, teria de ser de dois queimadores, ou então três, mas todos na horizontal... O que me levaria uns 90cm de bancada. Por outro lado, um forno para ali ser encastrado, só se fosse mini, ou híbrido (um forno-microondas), e coisas dessas, para mim bem estranhas.

Valeu-me a inteligência da Teka (a linha espanhola) em perceber que as cozinhas são cada vez mais pequenas, e que já lá vai o tempo em que tudo tinha de ser standard e chatinho. E foi assim que consegui uma placa com quatro bicos de gás,e um bom forno... Mas eléctrico! E agora há que ter alguns cuidados, como não desperdiçar em pré-aquecimentos desmesurados, desligar o forno um pouco antes de terminar, etc.

GÁS

É gasto sobretudo na confecção dos alimentos e nos banhos.

Já por natureza não gosto de aquecer a comida em demasia, e até aqueço menos coisas do que a maioria das pessoas que conheço (como vários pratos frios, não cozo demais os legumes, nunca aqueço o leite, quase sempre bebo o chá gelado, enfim...).

Para cozinhados a sério, sempre que possível uso a panela de pressão. E aproveito sempre para lá meter algo que preciso cozer para outras refeições (exemplo, arroz ou massa, dentro de uma bola microperfurada, própria para o efeito).

Sempre que a loiça não careça de uma lavagem mais profunda, lavo-a com água fria. E conto que a suposta “inteligência” do meu esquentador o faça ter um funcionamento equilibrado.

Optei por não colocar um painel solar no telhado do anexo do quintal. Daria um resultadão, porque apanharia sol directo durante horas, mas trata-se de um investimento demasiado avultado para mim, do qual tão depressa não iria beneficiar. E o dinheiro está mesmo caro!

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E pronto! Sou adepta de outras formas de poupança e contra o desperdício, como por exemplo no que tenha a ver com as compras e com a alimentação (há que reutilizar e reaproveitar) e outros hábitos com os quais podemos ter maior qualidade a um menor custo. Mas isso será melhor apresentado um pouco lá mais para a frente, aí já com exemplos ilustrados, para não se tornar tão maçador! J




Já agora, um exercício: vamos ver se alguém consegue adivinhar, por aproximação, os montantes das minha facturas da água, da luz e do gás referentes a um mês típico nesta casa. Eu ainda não consigo ter uma ideia, mas é importante que a tenha em breve para melhor poder planear.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


"Quero uma casa no campo, que pode ser na cidade, mas tem de ser de verdade"

(Casa no Campo - Capicua)

domingo, 21 de outubro de 2012

Mudança de planos!


Ai, ai, do que me fui lembrar nesta altura do campeonato!... Agora, que os mosaicos-pastilha estão mais do que comprados... E a trabalheira que foi achá-los!, já para não falar do dinheiro que gastei neles! Mas o que é da vida senão uma sucessão de planos, e como pode um espírito inquieto não mudar de ideias sobre uma obra que decorre há já tanto tempo?...


(Pastilha para colocar entre os móveis)

Pois bem... Acho que vou forrar a parede da cozinha entre os armários superiores e inferiores com o mesmo revestimento que coloquei no chão. Imita madeira, é bonito, lavável, neutro, condiz com tudo e fica mais rústico. É sabido que nunca fui muito à bola com aqueles mini-mosaicos demasiado ordenados e certinhos. E da experiência que fiz, pareceu-me não combinam com a decoração que idealizei para ela (uns vasinhos com flores e as cortinas em vichy vermelho que irei pôr por detrás dos vidros dos armários pequeninos).

(Experiências com mosaico do chão e com mosaico-pastilha)

Eis o único senão desta escolha: os mosaicos de "madeira" não têm comprimento suficiente para cobrir, dispostos ao alto, toda a área pretendida, e era assim mesmo que eu os queria: verticais, a parecerem tábuas realmente. Neste caso teria de os colocar desencontrados (como foi feito com o chão), coisa a que já não acho tanta graça.
Alternativa: o Leroy Merlin tem à venda uns vinis que imitam muitíssimo bem a madeira. Infelizmente, aquele que é para mim o mais bonito, tem uma cor muito afastada da do meu chão, e temo que não combine nada bem. Depois há um outro, com um tom bem mais próximo ao do chão (castanho acinzentado), mas que ao perto não me parece tão atraente. Como lá não deixam comprar uma peça isolada, e uma pequena amostra não me permite experimentar estas hipóteses convenientemente, tive uma ideia: visto que, em optando pelo vinil, irei sempre precisar de  duas caixas, para a semana vou lá e compro uma caixa de cada, depois faço a experiência à vontade e por fim  volto lá e troco a caixa daqueles que rejeito por uma daqueles que escolhi! Parece-me um bom plano. 
 (Detalhe do mosaico a imitar madeira)
  (Detalhe de um vinil a imitar madeira)
(Distância de cor entre o mosaico e o vinil)

No entretanto, fico a braços com mil dúvidas e "se's"! :S
 

(Actualização: recanto à entrada. A cozinha encontra-se agora revestida a vinil do lado esquerdo, entre os armários superior e inferior, e por cima da placa do fogão. Se um dia me arrepender, regressarei aos mosaicos).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Os tampos não deram tampa!


Que dizer do dia de hoje, senão que eu não descansei até que vi os tampos da cozinha com estes meus olhinhos que os de ninguém substitui?!
Pois é... Cheguei à porta de casa no exacto instante em que a carrinha de caixa aberta da casa de mármores se preparava para estacionar. Por isso deitei logo uma olhadela ao que lá vinha e permiti-me sossegar um pouco ao vislumbrar o tom das pedras.
Depois disso, foi um tempo infinito dedicado à colocação das mesmas, e eu ia reparando e concluíndo que:

1) As peças em si são absolutamente fantásticas! O acabamento bujardado e envelhecido dado ao lioz - que, entretanto, é de excelente qualidade (muito pouco poroso) e, ainda assim, foi impermeabilizado - resultou na perfeição, e isso não ponho em causa. Em tão grande extensão de mármore, acabam por aparecer pequenas e distintas colorações (manchas e laivos) mas/e, de perto percebemos como é bonito.

2) No entanto, parece-me que o mármore não fica tão bem com aqueles móveis como eventualmente poderia ficar uma outra solução que me tivesse ocorrido (sendo que continuo sem ideias concretas*). Sobretudo, devido à maldita história do tom dos móveis (que são casquinha de ovo, e não brancos). Assim como há vezes em que - já o disse - estes me parecem "amarelos" (passo o exagero), houve hoje alturas em que os tampos pareciam fugir para o rosa. Agora imagine-se as duas coisas juntas!...

3) Apesar disso, estou convencida de que entre estas peças e a amostra que eu vi na fábrica ainda vai uma diferença. Na verdade, aquela, pejada de "derrames" que se entrecruzavam, constituia uma peça bem mais interessante. Todavia, tendia muito mais para o rosado, ao passo que os meus tampos se concentram mais na mera cor de pedra. O que, novamente por conta o tom dos móveis, agora eu até agradeço e enalteço.

Mas enfim... Desta vez safei-me de um desgosto. Foi para compensar a janela em guilhotina que eu vi quando lá cheguei... Mas não vou falar disto agora, porque insisto em comemorar um dia sem desilusões! :-)

Por hoje, deixo aqui umas imagens dos tampos já postos, na esperança que o revestimento das paredes faça depois o seu trabalho de conciliador entre as partes, e certa de que a decoração se encarregará do resto! :-)


(Faltam: revestimento, frigorífico, exaustor, torneira e mesa junto à janela)


* Em madeira é bem bonito mas pouco prático; o cimento exige cuidados para não estalar; o inox dá um ar industrial; as resinas sintéticas e os acrílicos [aglomerados ou compactos] são demasiado contemporâneos; o granito é bom e barato mas não me agrada e ao azulejo não lhe acho piada aí. É do mármore que eu sinto a falta... Do mármore, como dantes!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Era uma vez uma cozinha


Está marcada para a próxima sexta-feira a instalação dos tampos da cozinha (medo, muito medo!). E com isso a dita fica pronta. Sem que desse tempo para ir acompanhando por aqui o seu crescimento, que vou tentar resumir:

Nada alterei à linha principal da cozinha. Ou seja: mantive-a ladeada, quer à esquerda, quer à direita, por móveis, isto porque, apesar de me agradar a ideia de ter uma parede liberta deles (quiça apenas com uma prateleira), a arrumação faz-me falta, o estilo rústico permite-o e não achei que fosse comprometer em muito a sensação de leveza que pretendo proteger em cada divisão.

Para os armários, optei por um modelo bem simples, nem por isso original (bem pelo contrário, tradicional), e com o qual me identifico. Podemos vê-lo, por exemplo, na imagem que ilustra a edição com o título "cozinhas". Apenas optei por armários menos largos do que aquilo que é cada vez mais habitual (de 45 cm, contra os habituais 60 cm).

De início eram para ser brancos. Em carvalho levemente lacado (a mate, como tudo o resto naquela casa, incluindo a caixilharia) de modo a que os laivos naturais não se perdessem totalmente. Já aqui exibi a amostra da madeira que era para ser, mas repito-a.

(Amostra da madeira primeiramente escolhida)

Todavia, com a mudança de um carpinteiro para uma casa especializada em cozinhas, dei por mim a preferir um acabamento "branco velho", que sob as luzes da loja me parecia pérola mas ao ar livre tornava ao branco e por isso eu arrisquei. Só que, depois dos armários postos, nunca mais lhes vi o branco, acho-os amarelados; mas isso é outra cantiga, que já cantei por aqui, por isso shiu!

O giro foi trabalhar com as dimensões. Ambas as bancadas eram pouco profundas, e substituí-las por medidas padrão iria reduzir o corredor entre as duas filas de armários. No entanto, uma das bancadas teria de crescer, ou não seria possível instalar sob ela nenhuma máquina de lavar que não fosse minimal. Vai daí, aceitei que um dos lados fosse aos 60 cm, mas mantive o outro com 50 (gostei dessa bancada assim que vi a casa). A diferença não se nota, de todo. Eis o esquema:

(Cozinha concebida por mim, em Word;
encontram-se coloridas as zonas a revestir)

Por debaixo do tampo mais profundo (à esquerda de quem entra), os armários têm as medidas a ele adequadas, sendo os superiores mais reduzidos, com 35 cm de fundo. Sob o tampo mais estreito (o da direita) tenho armários inferiores com cerca de 45 cm e, por cima, umas miniaturas que eu draftei, com uns 20 cm apenas, profundidade óptima para os copos.

(Desenho técnico feito pelo fornecedor: Cozidurães)

O problema foi encontrar uma placa e um forno que se ajustassem ao tampo mais reduzido. No primeiro caso, juraram-me que só o conseguiria se optasse por uma de dois bicos; ou com três bicos mas horizontal. No segundo caso, teria de ser um mini-forno ou um forno microondas, quando não era opção minha perder em espaço interior, pois quero vir a poder fazer uns valentes assados e umas grandes experiências boleiras.

Com tempo e paciência (ora desesperando, ora voltando a acreditar), e com a ajuda de um príncipe, tudo se conseguiu. Raspou-se um pouco a parede na zona destinada ao forno, e eis que um da Teka, de 56 litros, lá coube lindamente. A placa é da mesma marca e tem quatro bicos.

Por fim, o revestimento. Não de toda a cozinha, apenas de uma porção (assinalada no primeiro desenho). Desde logo o imaginei aos quadradinhos, mas não exactamente mosaico-pastilha, de que nunca fui grande adepta e que não aparentam nada de antigo. De referir que por essa altura ainda o chão de toda a casa estava para ser em tijoleira *, importando que o revestimento da cozinha casasse bem com essa cor. Revirei quantas casas de cerâmicas pude, e nada do que vi me agradava. E quando encontrei algo um pouco mais próximo do rústico, por ironia era mosaico-pastilha, ainda assim demasiado escuro, o que poria a perder a luminosidade pretendida.

(Ex. de mosaicos de que não desgostei, sobretudo o primeiro, 
com aquele efeito "gasto" que o faz parecer genuíno)

Até que um certo dia, passeando com a minha prima, ela pega nesta peça e mostra-ma para eu ver o que é que achava. E eu achei muito bem. Tão bem, que ficou escolhida desde então, e permaneceu como eleita apesar de o chão ter mudado de imitação de tijoleira para imitação de madeira, e não obstante as peças, em si, não serem a coisa mais extraordinária que eu já vi... apenas me parecem ser aquilo que fica bem numa cozinha que terá; 1) chão de "madeira" acinzentada; 2) móveis de madeira crú; 3) tampo de lioz (mármore). Confesso, porém, que me aborrece a forma geometricamente certinha como os pequenos mosaicos se encontram dispostos. Faz-lhes falta um pouco d'ó calhas.

(Mosaico Rock Art Tibério, da Roca)

Como digo, na próxima sexta feira baixam os tampos sobre os móveis que já lá estão. Um dia destes é a vez dos mosaiquinhos, e a cozinha fica feita. Mas "prognósticos, só no fim do jogo". Até lá, é fazer figas!

______________
* Se eu já tivesse descoberto o chão de mosaico a imitar madeira que acabei por escolher para revestir o chão da casa, poderia ter pensado nele para ocupar o espaço entre os armários superiores e inferiores da cozinha, em mantendo-se o chão de tijoleira. Acredito que pudesse resultar muito bem. 

Era uma vez uma casa de banho


Era uma vez uma casa de banho pequenina (e que bem me basta ), mas que eu decidi que deveria aparentar ser um bocadinho maior sem, porém, sofrer qualquer ampliação. Toca, pois, de trocar a sanita de lugar, de não a sobrecarregar com armários desnecessários (o lavatório será assente numa prateleira) e de optar por um revestimento clarinho, como eu gosto. Já agora, se eu substituísse a banheira por um poliban com paredes de vidro, certamente que o resultado seria ainda melhor no que à sensação de amplitude diz respeito, mas acontece que eu acho as banheiras tão fôfas, que não tive coragem de lhe mexer. É este meu gosto por casinhas típicas que não me deixa mudar lá grande coisa nelas.

Bom, mas esta edição é sobre as paredes da casa de banho. É verdade que prefiro vê-las pintadas, do que cobertas a mosaico, mas também o é que uma casa de banho interior tende a acumular humidade, coisa que no mosaico é bem mais fácil de limpar, e eu não tenho lá grande espírito de "limpadeira".

Vai daí, e porque o meu desejo era ter um lavatório em pedra, optei por mosaicos que ficassem bem com ela. Segue-se uma casa de banho (da net) que me inspirou, e, na imagem seguinte, o lavatório que acabei por comprar.


(Lavatório da Rubicer - catálogo)

Depois de muita (muita mas muita!) procura, acabei por me decidir pelos azulejos Terracota Pekin Bege. A imagem não é muito esclarecedora (nela aparecem mosaicos de duas cores: os beges em cima, os ocre em baixo):

 (Marca: Terracota; série: Pekin; cor: Bege - catálogo)

Devo dizer que eles são lindíssimos e que fazem uma casa de banho muito charmosa. Porém, já depois de os ter colocado, dei por mim a sentir que não era exactamente aquilo que eu imaginava... Achei-os talvez um pouco menos luminosos do que eu previra; percebia-lhes como que um certo tom rosáceo, por oposição à cor de areia que eu procurava. Não sabia bem explicar. E pelos vistos era eu a única a ter essa impressão, pois toda a gente adorou os mosaicos. Mas como quem havia de habitar a casa seria eu, se calhar fazia algum sentido reflectir um pouco. O pior dessa reflexão, era a certeza de que, caso optasse por trocar os mosaicos, muito dinheirinho iria ao ar num ápice. Ponderei, ponderei e... Resolvi que, se era para ir, então que fosse num ápice mesmo, para não doer tanto, e zás!:

(Marca: Peronda; série: Mitológica; formato: Medea; cor: Osso - catálogo)

(Zoom, feito com telemóvel, do mosaico à venda no Leroy Merlin)

Estes ainda estão por aplicar. Não é fácil fazer-se os cantos à meia-esquadria em materiais tão rijos quanto este. Por isso não poderei dizer ainda como ficam. Mas pelo dinheiro que já gastei, é obrigatório que fiquem perfeitos! :-)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pedras p'ra que te quero

Quando escolhi o tipo de tampo que eu achava ideal, fi-lo presencialmente, com base numa amostra de mármore que vi na fábrica, de lioz abancado, bujardado e envelhecido. Os dois últimos predicados referem-se ao acabamento, sendo verdade é que não me agrada nada o efeito do mármore todo polido e a brilhar, bem antes um ar de coisa que não é de agora. Já agora, o polimento abre os tons naturais da pedra mármore (ficam mais carregados), ao passo que os produtos para o envelhecerem tendem a aclará-los. Para além disso, qualquer elemento ácido (uma simples rodela de limão) ataca o brilho do mármore, deixando uma marca permanente. Mas, sobretudo, agradou-me, na amostra que me foi dada a ver, um aspecto não apenas desgastado, mas aparentemente carcomido pelo uso. É aqui que entra o bujardado, ou seja: a peça é metralhada com gravilha que a deixa com pequenas mutilações. Achei a amostra linda!!!

(Amostra de mármore de lioz abancado bujardado e envelhecido, sem "vieux")


(Amostra de madeira então pensada para os armários: carvalho lacado a branco)

Na altura julgava que os móveis da cozinha iam sair mais brancos e menos pérola, e achei que um bom casamento entre eles e os mosaicos-pastilha da parede seria este mármore, desde que parecido ao que eu tive oportunidade de ter na mão, ou seja, num tom que, após o tratamento, se assumia como mais tendente ao rosado... uma mistura que varia entre a cor de pedra natural, um ‘pó-de-arroz’ mediador e, no mais extremo dos seus veios, o terracota. Portanto, nem amarelado, nem acinzentado, nem acastanhado, nem demasiado escuro, nem com excesso de laivos e, de alguma forma, minimamente homogéneo.

(Primeira pedra apresentada, mas pequena)

A primeira pedra que me apresentam não me pareceu nada feia (as fotografias mostram-na em parte seca e em parte molhada, aparências respectivamente aproximadas dos efeitos bujardado e polido), mas impõe-se-me uma nova questão: o dono da fábrica diz-me que não me consegue arranjar tampos tão longos, que o máximo que conseguiriam seria 255 cm, e que, por isso, o meu balcão teria de ter uma união. E isso é que eu não queria! Vai daí, pedinchei, pedinchei muito, e lá ficaram de tentar arranjar-me tais peças. Eu esperei.

(Desenho dos tampos, ainda com a intenção de corte no superior)


Certo dia lá me dão sinal verde e enviam-me imagens. Confesso que por elas não consegui perceber se as peças tinham alguma coisa a ver com a amostra pela qual me decidira:





(Pedra suficientemente comprida, mas com laivos escuros)

Mais tarde enviam-me foto de outra pedra, alegadamente bem mais conforme, em aspecto, àquilo que eu desejava, alegando que a pedra anterior possuía veios demasiado escuros (aqui não os vejo, mas acredito).  No entanto, as fotos não se me apresentam esclarecedoras e eu não tenho tido qualquer oportunidade para me deslocar à Ericeira a horas de o responsável pela empresa me receber. Resta-me confiar na sorte, o que é sempre mau nestas coisas. E se tivermos em conta que me encontro a gastar mais de mil euros só neste trabalho, pior se torna. Por fim, trata-se da cozinha... divisão que para mim sempre foi a mais agradável de imaginar composta.



(Segunda proposta de pedra, com a amostra original, para comparação)

Para já, percebi que as placas que aí vêm evidenciam umas manchas fósseis (aquelas áreas a branco, como se fossem pedaços de gordura mas cristalizados) que a amostra que eu vi não tinha. Logo aí, já são diferentes. Suspeito que o processo de envelhecimento a que será sujeita não as vá disfarçar. E o que mais receio é que o tom final (aquele que sobressai, no geral, da pedra inteira) não seja em nada parecido com o da pecinha pela qual me apaixonei. Porque isto de tentarmos fazer-nos entender aos outros em matéria de cores, é sempre difícil. Muito mais em se tratando de um material tão variável quanto a pedra. E eu nem sei se o indivíduo percebeu que as similitudes que eu procuro entre a amostra e a pedra para a minha bancada são, exacta e fundamentalmente, de tom. É que tudo pode ter sido lost in translation! Olhando com atenção, parece-me que a amostrinha tem mais cor, mais efeito, mais personalidade. Por fim, nada me diz que o mármore de lioz fique bem com móveis de madeira pérola. Na verdade, nem sequer é provável. Já para móveis brancos (como estiveram para ser) era arriscado, agora é quase perigo de morte!

E tudo isso me preocupa!