Aqui, as da Anthropologie. As minhas são as últimas: vineyard brackets, ainda mais bonitas ao vivo.
Não vivo no campo. Moro na Cidade. Por isso foi na cidade que fiz a minha casa de campo.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Brackets
Segue uma espécie de adenda à publicação anterior. Estive à procura, e encontrei isto na net:
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Cozinha corrida
Já não é novidade que sou adepta de espaços domésticos pequenos. Se há coisa que me
agrada é ver como se consegue aproveitar e rentabilizar cada cantinho de uma casa.
Eis, para mim, o que tem de ter uma cozinha: boa(s) bancada(s) de trabalho, suficiente espaço para arrumação, bastante luz natural e uma disposição ergonómica. Depois é só torná-la bonita. E pronto!
Aproveito, e partilho aquilo de que me lembro sempre que se fala em cozinhas pequenas - se bem que o caso que se segue diz respeito a uma cozinha muito mais pequena do que qualquer outra; qualquer coisa parecida com isto:
Rachel Khoo:
Rachel Khoo é Inglesa, provinda de uma família de imigrantes orientais e mora em Paris. As suas receitas pretendem reproduzir os clássicos da cozinha francesa numa versão moderna e desmistificada. Não domina bem o francês, o que até poderia ser uma limitação, mas que é transformado em charme.
Bon appétit!
Para mim, uma sala de estar é um espaço
moderado onde todos se possam sentar confortavelmente perto uns dos outros, e
não um salão com áreas que não são fruídas, desprovidas de razão (e de emoção).
Já o quarto, esse é suposto ser algo à minha
medida, que permita ter perto de mim o que me é mais intímo, mas não uma zona
por onde cirandar sem rumo e sem necessidade.
Claro que não sou fundamentalista, pelo que, se
tais divisões, apesar de grandes, souberem proporcionar vários ambientes, nada a
dizer. Já vi algumas versões que me agradaram. E casas de banho enormes e agradáveis
também. Mas confesso que isso é raro, pelo simples facto de que não é fácil decorar
com alma espaços demasiado abertos.
De todas as divisões, talvez a cozinha seja a
que eu melhor compreendo que as pessoas prefiram em grande, seja para colocar
uma ilha ao meio, seja para o que for. Mas, pensando bem, se a minha o fosse,
acrescentar-lhe-ia apenas um recanto mais intimista - e talvez uma poltrona - para poder dar despacho aos e-mails enquanto cozinho e para confraternizar com as
visitas.
Ainda assim, prefiro-as pequenas e bem
aproveitadas. Têm de ser funcionais e acolhedoras ao mesmo tempo, o que não é
fácil. Gosto de poder ter tudo à mão, bastando para isso virar-me de um lado
para o outro e, ainda assim, saber que nela caibo eu e mais o meu mundo.
A minha cozinha é assim. Assim a soube, no
exacto momento em que a vi pela primeira vez. Nesta edição que lhe serve de
homenagem, mostro alguns exemplos de cozinhas com a mesma estrutura: estreita e
longa - também designada "em corredor". Só enquanto a minha não fica definitivamente acabada.
Aproveito, e partilho aquilo de que me lembro sempre que se fala em cozinhas pequenas - se bem que o caso que se segue diz respeito a uma cozinha muito mais pequena do que qualquer outra; qualquer coisa parecida com isto:
Rachel Khoo:
Rachel Khoo é Inglesa, provinda de uma família de imigrantes orientais e mora em Paris. As suas receitas pretendem reproduzir os clássicos da cozinha francesa numa versão moderna e desmistificada. Não domina bem o francês, o que até poderia ser uma limitação, mas que é transformado em charme.
O programa é gravado na sua cozinha, que é minúscula, e a par da qual todas as cozinhas são palácios. Na verdade, para se movimentar esta cozinheira conta com um espaço quadrado que tem a medida total de ambos os seus braços abertos.
A Rachel trabalha sobre uma pequena bancada de madeira que ela mesma providenciou, e cozinha de forma viva, descontraída (descalça até)... de um jeito simples mas, ao mesmo tempo, algo sofisticado.
Bon appétit!
domingo, 21 de outubro de 2012
Mudança de planos!
Ai, ai, do que me fui lembrar nesta altura do campeonato!... Agora, que os mosaicos-pastilha estão mais do que comprados... E a trabalheira que foi achá-los!, já para não falar do dinheiro que gastei neles! Mas o que é da vida senão uma sucessão de planos, e como pode um espírito inquieto não mudar de ideias sobre uma obra que decorre há já tanto tempo?...
(Pastilha para colocar entre os móveis)
Pois bem... Acho que vou forrar a parede da cozinha entre os armários superiores e inferiores com o mesmo revestimento que coloquei no chão. Imita madeira, é bonito, lavável, neutro, condiz com tudo e fica mais rústico. É sabido que nunca fui muito à bola com aqueles mini-mosaicos demasiado ordenados e certinhos. E da experiência que fiz, pareceu-me não combinam com a decoração que idealizei para ela (uns vasinhos com flores e as cortinas em vichy vermelho que irei pôr por detrás dos vidros dos armários pequeninos).
(Experiências com mosaico do chão e com mosaico-pastilha)
Eis o único senão desta escolha: os mosaicos de "madeira" não têm comprimento suficiente para cobrir, dispostos ao alto, toda a área pretendida, e era assim mesmo que eu os queria: verticais, a parecerem tábuas realmente. Neste caso teria de os colocar desencontrados (como foi feito com o chão), coisa a que já não acho tanta graça.
Alternativa: o Leroy Merlin tem à venda uns vinis que imitam muitíssimo bem a madeira. Infelizmente, aquele que é para mim o mais bonito, tem uma cor muito afastada da do meu chão, e temo que não combine nada bem. Depois há um outro, com um tom bem mais próximo ao do chão (castanho acinzentado), mas que ao perto não me parece tão atraente. Como lá não deixam comprar uma peça isolada, e uma pequena amostra não me permite experimentar estas hipóteses convenientemente, tive uma ideia: visto que, em optando pelo vinil, irei sempre precisar de duas caixas, para a semana vou lá e compro uma caixa de cada, depois faço a experiência à vontade e por fim volto lá e troco a caixa daqueles que rejeito por uma daqueles que escolhi! Parece-me um bom plano.
(Detalhe do mosaico a imitar madeira)
(Detalhe de um vinil a imitar madeira)
(Distância de cor entre o mosaico e o vinil)
No entretanto, fico a braços com mil dúvidas e "se's"! :S
(Actualização: recanto à entrada. A cozinha encontra-se agora revestida a vinil do lado esquerdo, entre os armários superior e inferior, e por cima da placa do fogão. Se um dia me arrepender, regressarei aos mosaicos).
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Os tampos não deram tampa!
Que dizer do dia de hoje, senão que eu não descansei até que vi os tampos da cozinha com estes meus olhinhos que os de ninguém substitui?!
Pois é... Cheguei à porta de casa no exacto instante em que a carrinha de caixa aberta da casa de mármores se preparava para estacionar. Por isso deitei logo uma olhadela ao que lá vinha e permiti-me sossegar um pouco ao vislumbrar o tom das pedras.
Depois disso, foi um tempo infinito dedicado à colocação das mesmas, e eu ia reparando e concluíndo que:
1) As peças em si são absolutamente fantásticas! O acabamento bujardado e envelhecido dado ao lioz - que, entretanto, é de excelente qualidade (muito pouco poroso) e, ainda assim, foi impermeabilizado - resultou na perfeição, e isso não ponho em causa. Em tão grande extensão de mármore, acabam por aparecer pequenas e distintas colorações (manchas e laivos) mas/e, de perto percebemos como é bonito.
2) No entanto, parece-me que o mármore não fica tão bem com aqueles móveis como eventualmente poderia ficar uma outra solução que me tivesse ocorrido (sendo que continuo sem ideias concretas*). Sobretudo, devido à maldita história do tom dos móveis (que são casquinha de ovo, e não brancos). Assim como há vezes em que - já o disse - estes me parecem "amarelos" (passo o exagero), houve hoje alturas em que os tampos pareciam fugir para o rosa. Agora imagine-se as duas coisas juntas!...
3) Apesar disso, estou convencida de que entre estas peças e a amostra que eu vi na fábrica ainda vai uma diferença. Na verdade, aquela, pejada de "derrames" que se entrecruzavam, constituia uma peça bem mais interessante. Todavia, tendia muito mais para o rosado, ao passo que os meus tampos se concentram mais na mera cor de pedra. O que, novamente por conta o tom dos móveis, agora eu até agradeço e enalteço.
Mas enfim... Desta vez safei-me de um desgosto. Foi para compensar a janela em guilhotina que eu vi quando lá cheguei... Mas não vou falar disto agora, porque insisto em comemorar um dia sem desilusões! :-)
Por hoje, deixo aqui umas imagens dos tampos já postos, na esperança que o revestimento das paredes faça depois o seu trabalho de conciliador entre as partes, e certa de que a decoração se encarregará do resto! :-)
(Faltam: revestimento, frigorífico, exaustor, torneira e mesa junto à janela)
* Em madeira é bem bonito mas pouco prático; o cimento exige cuidados para não estalar; o inox dá um ar industrial; as resinas sintéticas e os acrílicos [aglomerados ou compactos] são demasiado contemporâneos; o granito é bom e barato mas não me agrada e ao azulejo não lhe acho piada aí. É do mármore que eu sinto a falta... Do mármore, como dantes!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Era uma vez uma cozinha
Está marcada para a próxima sexta-feira a instalação dos tampos da cozinha (medo, muito medo!). E com isso a dita fica pronta. Sem que desse tempo para ir acompanhando por aqui o seu crescimento, que vou tentar resumir:
Nada alterei à linha principal da cozinha. Ou seja: mantive-a ladeada, quer à esquerda, quer à direita, por móveis, isto porque, apesar de me agradar a ideia de ter uma parede liberta deles (quiça apenas com uma prateleira), a arrumação faz-me falta, o estilo rústico permite-o e não achei que fosse comprometer em muito a sensação de leveza que pretendo proteger em cada divisão.
Para os armários, optei por um modelo bem simples, nem por isso original (bem pelo contrário, tradicional), e com o qual me identifico. Podemos vê-lo, por exemplo, na imagem que ilustra a edição com o título "cozinhas". Apenas optei por armários menos largos do que aquilo que é cada vez mais habitual (de 45 cm, contra os habituais 60 cm).
De início eram para ser brancos. Em carvalho levemente lacado (a mate, como tudo o resto naquela casa, incluindo a caixilharia) de modo a que os laivos naturais não se perdessem totalmente. Já aqui exibi a amostra da madeira que era para ser, mas repito-a.
Todavia, com a mudança de um carpinteiro para uma casa especializada em cozinhas, dei por mim a preferir um acabamento "branco velho", que sob as luzes da loja me parecia pérola mas ao ar livre tornava ao branco e por isso eu arrisquei. Só que, depois dos armários postos, nunca mais lhes vi o branco, acho-os amarelados; mas isso é outra cantiga, que já cantei por aqui, por isso shiu!
(Amostra da madeira primeiramente escolhida)
Todavia, com a mudança de um carpinteiro para uma casa especializada em cozinhas, dei por mim a preferir um acabamento "branco velho", que sob as luzes da loja me parecia pérola mas ao ar livre tornava ao branco e por isso eu arrisquei. Só que, depois dos armários postos, nunca mais lhes vi o branco, acho-os amarelados; mas isso é outra cantiga, que já cantei por aqui, por isso shiu!
O giro foi trabalhar com as dimensões. Ambas as bancadas eram pouco profundas, e substituí-las por medidas padrão iria reduzir o corredor entre as duas filas de armários. No entanto, uma das bancadas teria de crescer, ou não seria possível instalar sob ela nenhuma máquina de lavar que não fosse minimal. Vai daí, aceitei que um dos lados fosse aos 60 cm, mas mantive o outro com 50 (gostei dessa bancada assim que vi a casa). A diferença não se nota, de todo. Eis o esquema:
(Cozinha concebida por mim, em Word;
encontram-se coloridas as zonas a revestir)
encontram-se coloridas as zonas a revestir)
Por debaixo do tampo mais profundo (à esquerda de quem entra), os armários têm as medidas a ele adequadas, sendo os superiores mais reduzidos, com 35 cm de fundo. Sob o tampo mais estreito (o da direita) tenho armários inferiores com cerca de 45 cm e, por cima, umas miniaturas que eu draftei, com uns 20 cm apenas, profundidade óptima para os copos.
(Desenho técnico feito pelo fornecedor: Cozidurães)
Com tempo e paciência (ora desesperando, ora voltando a acreditar), e com a ajuda de um príncipe, tudo se conseguiu. Raspou-se um pouco a parede na zona destinada ao forno, e eis que um da Teka, de 56 litros, lá coube lindamente. A placa é da mesma marca e tem quatro bicos.
Por fim, o revestimento. Não de toda a cozinha, apenas de uma porção (assinalada no primeiro desenho). Desde logo o imaginei aos quadradinhos, mas não exactamente mosaico-pastilha, de que nunca fui grande adepta e que não aparentam nada de antigo. De referir que por essa altura ainda o chão de toda a casa estava para ser em tijoleira *, importando que o revestimento da cozinha casasse bem com essa cor. Revirei quantas casas de cerâmicas pude, e nada do que vi me agradava. E quando encontrei algo um pouco mais próximo do rústico, por ironia era mosaico-pastilha, ainda assim demasiado escuro, o que poria a perder a luminosidade pretendida.
(Ex. de mosaicos de que não desgostei, sobretudo o primeiro,
com aquele efeito "gasto" que o faz parecer genuíno)
com aquele efeito "gasto" que o faz parecer genuíno)
Até que um certo dia, passeando com a minha prima, ela pega nesta peça e mostra-ma para eu ver o que é que achava. E eu achei muito bem. Tão bem, que ficou escolhida desde então, e permaneceu como eleita apesar de o chão ter mudado de imitação de tijoleira para imitação de madeira, e não obstante as peças, em si, não serem a coisa mais extraordinária que eu já vi... apenas me parecem ser aquilo que fica bem numa cozinha que terá; 1) chão de "madeira" acinzentada; 2) móveis de madeira crú; 3) tampo de lioz (mármore). Confesso, porém, que me aborrece a forma geometricamente certinha como os pequenos mosaicos se encontram dispostos. Faz-lhes falta um pouco d'ó calhas.
(Mosaico Rock Art Tibério, da Roca)
Como digo, na próxima sexta feira baixam os tampos sobre os móveis que já lá estão. Um dia destes é a vez dos mosaiquinhos, e a cozinha fica feita. Mas "prognósticos, só no fim do jogo". Até lá, é fazer figas!
______________
* Se eu já tivesse descoberto o chão de mosaico a imitar madeira que acabei por escolher para revestir o chão da casa, poderia ter pensado nele para ocupar o espaço entre os armários superiores e inferiores da cozinha, em mantendo-se o chão de tijoleira. Acredito que pudesse resultar muito bem.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Esta é real, tangível, bem pertinho de mim
Enquanto a coisa não ata nem desata (se fosse desfiar aqui o chorrilho de azares que me têm acontecido, ninguém acreditaria mesmo), permitam que me alegre com a alegria de outros.
Antes de mais, tenho a dizer que só em imagens (de revistas e da internet) já eu vi milhares de cozinhas, como é evidente. Guardo comigo algumas das mais bonitas que vou apanhando (invariavelmente de um estilo menos urbano), que vão do genuinamente humilde, a uma simplicidade que é fingida e que fica cara.
No entanto, e feita a ressalva a algumas das melhores revistas de decoração (de que é um excelente exemplo a francesa Maisons Coté Sud), as mais das vezes, o que encontro nas diversas fontes onde se exibem grandes casas no campo (e dou agora o exemplo da GG, que a imobiliária alemã Engel & Völkers disponibiliza em inglês) são habitações em que a divisão com menos piada é a cozinha, precisamente aquela que se me oferece a mais tentadora de tentar compor casando a funcionalidade com a harmonia estética.
E se passar dessas fontes para os catálogos de venda de cozinhas, aí é a desgraça: é que não há uma - uminha, sequer - que escape... de banal e sem graça até inacreditavelmente feio, tudo acontece diante dos meus olhos. Lá diz o provérbio que gostos não se discutem, pois é. Mas podem partilhar-se, não podem?
Deixem-me resumir a história: pertence a uma pessoa que é muito especial para mim, que mora na minha rua e que, tal como eu, se encontra a concluir as obras da sua casa e, aos poucos, a iniciar o processo de deco.
Agora digam-me lá que esta cozinha não é um apetite?
E o que dizer da casa de banho?...
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
A minha cozinha branca
A minha cozinha branca, aos poucos, deixou de ser branca.
Pelo menos tão decisiva e definitivamente branca como sempre esteve para ser.
Primeiro, porque o acabamento da madeira que eu escolhi para os armários da cozinha é, supostamente, de um branco pérola, sendo leve a camada de tinta, de modo a verem-se os laivos originais que, entretanto, ao invés de me terem saído acinzentados, sairam-me como que acastanhados, dando agora a aparecer um quase-amarelo que eu cheguei a pressentir na loja, sob o efeito das luzes de halogéneo, mas que à luz do dia desaparecia, voltando a assumir-se branco.
Primeiro, porque o acabamento da madeira que eu escolhi para os armários da cozinha é, supostamente, de um branco pérola, sendo leve a camada de tinta, de modo a verem-se os laivos originais que, entretanto, ao invés de me terem saído acinzentados, sairam-me como que acastanhados, dando agora a aparecer um quase-amarelo que eu cheguei a pressentir na loja, sob o efeito das luzes de halogéneo, mas que à luz do dia desaparecia, voltando a assumir-se branco.
[E ora aqui está uma frase longa só com vírgulas a tomar conta dela!]
Depois temos o revestimento da parede, que é de um mosaico-pastilha feito de mármores diversos, cujos tons, mesclados, oscilam
entre o terracota e o rosado, entrecortados por pecinhas de pedra
calcária branco-sujo, cor de champanhe, osso, creme, off-white or whatever that is).
Por fim, temos o chão, que evidentemente não é branco (digo “evidentemente”
mas nem sei porquê, já que um chão feito de tábuas brancas é algo que habita o lugar das minhas ideias bonitas), e sim castanho acinzentado (ou cinzento acastanhado, que isto das cores que nunca são o que parecem, é só para chatearmos os homens).
Vai daí que talvez as paredes, o tecto e as janelas não
sejam já capazes de fazer branca a minha cozinha, de tal forma ela foi ganhando
cores nas pequenas coisas que desejei discretas. Portanto, so long white kitchen!
Resta esperar para ver como é que tudo se mistura e se funde. Afinal, as casas têm uma alma própria!
(Cozinhas brancas: uma numa versão bem rústica, que muito aprecio, outra numa tentativa de 'imitação', estilo shabby-chic)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Cozinhas
Não haverá espaço potencialmente mais democrático do que a cozinha. Ela permite um pouco de tudo, e já não apenas o de antigamente (cozinhar e comer). Desde que o tempo em que apenas alguns dos ocupantes da casa pareciam ser lá residentes virou passado e todos quantos têm de comer têm também de trabalhar (quero com isto dizer: trabalha-se fora e dentro de casa, já não é à escolha), o seu valor virtual aumentou sobremaneira, permitindo [quase exigindo] que nela se acompanhem as notícias, se adiante trabalho (consultando os e-mails, por exemplo), se conviva com os amigos. Para longe irão os tempos em que as visitas aguardavam, na sala, que o anfitrião mostrasse honras de bem receber, calhando a este a pior parte, feita de fumo, aventais e aflições. Se é para conviver, então é para conviver do início ao fim, ora!, sem perder pitada... nem da companhia, nem da conversa, nem do cozinhado... de nada, camarada!
E daí que a cozinha de hoje pode até fazer as vezes de sala e ser também espaço de descanso e descontração, com um pouco de tudo aquilo que dantes só existia noutras divisões: quadros, livros, sofá, computador. etc.
É por isso que me apraz pensar na cozinha, mais do que na sala: porque a sala serve quase só para os outros, que eu cá não sou adepta da filosofia do sofá, e sem televisão é certinho que não morro.
Pois bem, vamos então às cozinhas. Antes de mais, fica aqui definidinho que, de todas as que me foram aparecendo no ecrã, aquela com que mais me identifico é esta (por razões que não sei explicar):
Mas, ao longo do tempo, como que por graça, dei por mim a arquivar, em pastas, esta e aquela cozinhas às quais, por um motivo ou por outro, terei achado alguma graça especial (não querendo isto dizer que as desejasse para mim). Muitas delas já apaguei, mas outras cá ficaram. E, porque ficaram, merecem ser perpetuadas neste espacinho, para a posterioridade. Vai daí, aproveito enquanto não começo a editar fotografias da minha casinha - pois que ainda está "processing" - e cá vão, então, dispostas por estilo, cor ou outras semelhanças quaisquer.


Todas as imagens foram retiradas da net, não me lembrando já de onde e pedindo desculpa por isso.
Se alguma delas for pertença sua, basta que me avise, e identificá-la-ei de imediato.
A das portadas azuis clarinhas pertence a www.katiarabellodecoracao.com.br
Esqueci de avisar, mas já se terá notado: são todas rústicas!
É caso para perguntar: -"Onde é que se põe o computador?"
E não, não terá sido à toa que a última delas é branca! :-) Para além disso, talvez aquela em que mais se nota o esforço para imitar o antigo, sem lá chegar. Shabby-chic, há quem lhe chame, mas o motivo pelo qual incluí a imagem é apenas o de que a minha cozinha forma um "U" mais ou menos com essas dimensões (vide +). E é com isso que vou ter de trabalhar. Trabalhar para colocá-la a meu gosto... Para me poder vir a sentir bem nela! :-)
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