sexta-feira, 22 de março de 2013

Mãos à obra!


Desde o início que tenho pensada uma estante em escada para encostar numa parede do meu quarto (na verdade, para encostar a duas, porque o seu início também encostará a outra, sendo que finaliza sobre o chão). 

A ideia é conseguir uma prateleira multi-usos, em que o último degrau sirva de mesa de cabeceira, onde poisar um relógio e um livro, por exemplo. E pretendo que ela seja amovível, para que eu a possa deslocar no máximo um par de vezes por ano e assim aceder à gaveta da cama que ela irá obstruir e na qual irei guardar lençóis de inverno e o edredão.

O primeiro orçamento que me deram foi de 130€. Está bem que esse foi pedido a uma casa de artistas da madeira (onde foram feitos os tampos para a casa de banho), pelo que daí não poderia estar à espera de milagres. Mas a última consulta que fiz (à empresa que me fez a despensa, e considerando já um material menos nobre) ainda me ficou em 70€. 

Ora, será que se justifica pagar um valor desses para juntar 8 tábuas de 30 X 30cm e depois dar-lhes uma pintadela? Não, enquanto eu tiver duas mãozinhas e a teimosia que desde sempre me acompanha! corri para o Leroy Merlin, mandei cortar a madeira, já me muni dos devidos materiais e ferramentas (lixa, buchas, parafusos, berbequim, nível, tintas, rolo e pincel) e recorri a um consultor especializado que dá pelo nome de Pai. :-)

Agora é só pôr as mãos na massa! Antes isso, do que as mãos alheias na minha massa. Bom, a ver vamos!

Refira-se que o único trabalho manual que costumo fazer com reconhecida competência é o de teclar, mas...

Wish me luck! 

quinta-feira, 21 de março de 2013

Nem tudo é mau


Na primeira foto, a amplitude do corredor da marquise. Infelizmente tenho ali pendurado um "sarcófago" branco, que mais não é do que a caixa onde enrolam as grades de segurança, e que, tendo sido inicialmente instalada do lado de fora da casa, acabou por ter de ser transferido para o seu interior... Uma história para contar com mais paciência.
 
A ideia é colocar, à direita, junto à parede que divide a marquise da sala, a mesinha do tipo camilha e duas cadeiras de verga (aqui). E, ao fundo, à esquerda da porta do quarto dos arrumos, uma cristaleira com função de biblioteca.

Na imagem seguinte, o quarto, e um ensaio com o tocador que irá fazer as vezes de escrivaninha (terei de lhe cortar o tampo inferior, junto aos pés) sob a janela, só para ter a noção exacta do aspecto. Adoro!

Segue-se um ângulo da sala de estar, com o seu recanto de tijolinhos, a contrastar com duas paredes brancas e outras duas lilases (aquele banco de madeira não é para ficar ali, mas para servir como mesa de apoio, em frente ao sofá).

E mais um ensaio dos objectos no espaço, desta vez na casa-de-banho. Um dos tampos de madeira (feitos por encomenda) ainda se encontra isolado e, de modo a caberem sobre ele cestas de arrumação.

Agora digam-me lá como é que é possível uma pessoa ficar chateada durante muito tempo com os sucessivos azares que lhe acontecem, quando tem no seu quintal um limoeiro heróico (que mesmo à sede e ao abandono se mantém fiel à sua missão - e dá limões bem sumarentos!), e a visita constante dos melros, para além de mil pardalitos?... 

Duas semanas noutro mundo

Duas semanas! Duas semanas todos os dias metida na casota. Por três principais motivos:

1) Colocação de portas na despensa (e nos contadores);
2) Limpeza do chão da casa (sujo por pura negligência);
3) Restauro da porta de entrada.

As histórias:

1. A DESPENSA

A despensa foi desenhada por mim e acabaria por ter de ser eu a comprar e mandar cortar as tábuas à medida para fazer as prateleiras. Como o pseudo-empreiteiro a quem paguei por uma obra inteira nem sequer me arranjou forma de eu ter as prateleiras cortadas de uma vez em “U”, fui ao Leroy e comprei as madeiras para as fazer. Tábuas que ele fixou à parede de forma anedótica, principalmente as de baixo: cada uma levou duas poleias, mas foi tudo tão feito a olho, que nenhumas das três tábuas se alinhavam, coisa que decidiu consertar com recurso a postas industriais de silicone. Eu acabaria por fazer o luto da situação, metendo na cabeça que “uma despensa é só uma despensa” e que há males bem piores neste mundo, mas percebi logo por aí (e por outros trabalhos que vi) que a feitura das portas eu teria de entregar a um profissional.

Vai daí, consultei por carpinteiros, foi-me aconselhado um, contactei-o e fomos lá para ele me orçamentar o trabalho. Tive de regatear imenso, e mesmo assim a brincadeira ficou-me em 350€. O Sr. ainda lá voltou uma vez, para rectificar medidas, e pouco depois já tinha as portas feitas e prontas para instalar. Uma delas teve de ir de volta porque não tinha a furação feita no local devido, mas logo depois concluíam o trabalho.



(Imagens prévias à instalação das portas: etapas da construção de uma pequena parede de pladur, um trabalho realizado pelo Sr. João , que tem sido uma preciosa ajuda e uma lufada de ar fresco, de sabedoria e de competência).


Se ficou bom? Não, não ficou bom. Tive uma crise emocional levada da breca assim que os fulanos saíram da minha casa. Na verdade, tinha pressa em que saíssem para eu poder dar-me ao luxo de curtir esse episódio de auto-comiseração que já se justifica...

O material é ‘ranhoso’ (eu vira uma amostra da laminado, mas de 5 X 10 cm, que pouca noção permite), todo ‘tocado’ e ‘picado’ (cheio de pontinhos de falta de branco nas arestas), o que dá um ar um bocado ‘abarracado’ à coisa, como se aquilo fosse um armário de esconder ao canto da cozinha de uma casa clandestina da Costa da Caparica. Foi do que me lembrei na altura. Passo o preconceito implícito, e defendo-me com o facto de não termos culpa daquilo que nos vem à mente. Tem a ver com as nossas memórias e com a nossa imaginação.

Pelos vistos arrisquei mal, tomada talvez pelo choque de um orçamento prévio, de 800€!

Logo para começar, as portas vieram sem moldura, quando eu pedira com. Mas aceitei a sugestão de os deixar colocarem-nas e ver o resultado. E acabei por aceitá-las assim, ao perceber que não seriam os frisos ao redor que iriam operar ali um milagre. Perdido por cem, perdido por mil. Definitivamente, aquele novo objecto atentava completamente contra o estilo rústico que eu defini para a casa. Era entrar no hall e encarar o plástico!!!

Para ajudar à festa, as portas ficaram a cerca de 1cm do chão, com 3 mm entre elas e a uma distância de 4 mm das aduelas. Assim não há o risco de nos esquecermos da luz da despensa acesa. Aliás, quase nem vale a pena abrir as portas para ver se falta algum mantimento... É só uma questão de ângulo visual. "Perfeito"!

Mas o que mais me danou, o que mais me perturbou, o que mais me entristeceu, foi o terem-me cortado as prateleiras. Efectivamente, fizeram-me recortes em seis das tábuas (das tabuinhas que eu visualizei, medi e cortei) para poder encaixar as guias que serviram de estrutura às portas. Isso porque não o souberam fazer de outra maneira; da forma inversa e que seria bem possível: bastava fixar as guias à parede, mas aos pedaços, i.e., um pequeno segmento entre cada prateleira. Em suma: ‘cortava-se’ a viga, e não as prateleiras. Aquilo assim não tem jeito nenhum e sangrou-me o coraçanito todo.

Por fim, viva o silicone! Silicone e mais silicone aos montes, por tudo quanto é canto. Silicone em exagero e mal posto. Silicone grosso, a fazer meia cana e com aquele super brilho a fazer reflexo ao redor de uma despensa que é mate. Silicone a tapar buracos enormes, sem qualquer pejo. Silicone onde havia de ser massa, para eu poder pintar depois da cor das paredes. Ou silicone pintável, que fosse... Mas que não é. É péssimo!

De resto, profissionais muito atenciosos e prestáveis, despachados e incansáveis, esclarecedores e simpáticos... Nada a dizer sobre as suas posturas. “Só” o trabalho é que ficou como ficou. E eu faço questão de expor aqui as imagens dos bastidores.


Agora é fazer um mealheirozinho e recomeçar tudo: mandar cortar novas tábuas para refazer as seis prateleiras que foram sacrificadas e encomendar outras portas, claro.


2. A LIMPEZA DO CHÃO

Em curtos traços: era uma vez um chão feito com mosaicos a imitar madeira, bastante sulcados e anti-derrapantes (ásperos) com o qual pedi, por milhentas vezes (oralmente e por escrito) o maior dos cuidados. O pseudo-empreiteiro que o cobrisse, que o isolasse, que o protegesse religiosamente, uma vez que qualquer sujidade ali se entranharia de forma séria. Que não, que não era preciso, dizia-me ele. Que estava habituado a trabalhar assim, e que no fim toda a sujidade sairia. Que sim, que sim, que o exigia, dizia-lhe eu. Porque aquele não era um chão qualquer, e porque o meu instinto me gritava isso, e porque certamente que ele nunca apanhara aquele tipo de chão. Ele continuava a não cumprir, e eu a refilar. E deveria tê-lo posto na rua naquele exacto momento, mas não pus. E o chão foi-se sujando cada vez mais. Cimento, massa, estuque, tintas e demais elementos foram-se adentrando pelos laivos, tornando o chão absolutamente cinzento.
Ao mesmo tempo, acontecia exactamente o mesmo noutra obra, noutra casa, com mosaicos de outra cor mas da mesmíssima qualidade. Quando chegou a altura de se limpar esse chão, percebeu-se a magnitude do erro. Nem o trabalho de uma empresa especialista em limpeza industrial e pós-obra bastou uma, duas e três vezes. “Limpeza profunda” é o nome da opção mais cara que disponibilizam. Mas a verdade é que ainda hoje aqueles mosaicos têm marcas visíveis da negligência de que foram vítimas. Fartei-me de avisar: - Eu quero este chão tapado IMEDIATAMENTE! É para parar tudo o que estiver a ser feito que os suje, e continuar apenas com eles cobertos! - mas eu não podia ir à casa todos os dias ver, e isso não foi feito. E, às tantas, o discurso já só podia ser um: - Os meus mosaicos vão pelo mesmo caminho que os outros, mas não por falta de aviso; e eu não estou para pagar novo e receber velho; por isso, se eles ficarem como os outros ficaram depois de limpos, você [o pseudo-cujo] vai ter ter de arcar com as consequências, retirá-los a todos e colocar outros por sua conta! - o pior é que já poucos desses mosaicos havia à venda, mas enfim...

E está claro que acabou por acontecer o que se previa. E está claro que foi ainda um bocadinho pior do que o que se previa. Porque o pseudo-empreiteiro não tem onde cair morto (tem dias de não ter dinheiro para ir trabalhar) e não há forma de eu o conseguir responsabilizar à séria (levasse-o eu a tribunal, o tipo não tem bens em nome dele). Daí que o tenha lá em regime de trabalhos forçados, só a terminar os mínimos que ficaram em falta por preguiça, incúria e desleixo, e a remendar o muito que vem fazendo mal.

Mas o que se passou com a empresa de limpeza não foi nada simpático. E eu vou contar: quando me vi na necessidade de contratar esse serviço, foi-me aconselhada a mesma que efectuara o trabalho na outra casa, em iguais mosaicos e situação. E eu escrevi um e-mail ao responsável, a perguntar-lhe se aceitavam o trabalho, a pedir um orçamento e desde logo a relembrar-lhes a tipologia dos mosaicos, o episódio anterior (perguntava-lhes eu se a experiência teria servido para tirarem conclusões quanto aos produtos e técnicas a aplicar naquele piso), etc. O orçamento foi o mesmo: 80€.

A coisa começa logo mal quando um dos elementos da equipa (do casal, pois que a equipa é formada por marido e mulher) liga para o chefe a dizer que afinal aqueles mosaicos se apresentavam num estado muito pior do que os outros. Nada mais do que um engano, claro, devido ao facto de estes serem mais claros e acinzentados de origem. E como o indivíduo pensava que ia apanhar uns mosaicos da mesma cor dos outros (que são mais castanho escuro) concluiu que a “brancura” dos meus era apenas devida ao pó. Assim que eu lhe mostrei uma peça virgem ele lá percebeu que se enganara; menos mal.

No primeiro dia limparam com a máquina rotativa, deram-me cabo das paredes na zona dos rodapés e tiveram de se ir embora antes de o chão secar, pelo que já não aplicaram o “selante”, uma espécie de cera acrílica que é suposto dar-se no fim de tudo bem limpo. Só eu lá fiquei até o chão secar; e assim que ele secou, o que os meus olhos viram foi tudo exactamente igual!!! Apressei-me a tirar fotografias e a enviá-las ao senhor chefe daquela dupla, esclarecendo que a segunda visita não poderia ser para passar logo o produto final, uma vez que o chão estava longe de estar limpo. Estava quase na mesma, e por todo o lado se viam manchas de tinta, em forma de pingos, e muito mais que isso.
Lá marcámos um dia, que ele acabaria por desmarcar porque teria de estar bom tempo (que é para a sua equipa não ter de perder tempo à espera da secagem do chão), e lá marcámos um outro. E eu sempre ali às ordens de suas excelências, como é evidente.

Da segunda vez a equipa chega lá e diz-me que o chefe só lhes havia dado duas horas para ali estarem. Repare-se que em duas horas eles jamais teriam tempo de lavar de novo o chão (e esse estava a precisar de ser esfregado, mosaico a mosaico, com uma escova de aço, já que aquela máquina rotativa de pouco serviu à primeira), de o ver secar e de lhe aplicar o finalizador. Tudo isso seria, no mínimo, trabalho para uma tarde. Liguei para o homem e escutei o pior chorrilho de desaforos e de estupidez de que me lembro:

a) Que já era a segunda vez que ele ali mandava a equipa, e que não podia passar a vida a fazê-lo, porque já eram horas a mais;
b) Pelo que, se chegassem à conclusão que não se conseguia fazer melhor, ‘paciência’;
c) Que quem me pusera o chão naquele estado é que teria de se responsabilizar pela sua limpeza;
d) Que o mal fora ele não ter ido lá ver aquilo primeiro, pois se soubesse no que se iria meter jamais teria aceite o trabalho.
e) E que eu lhe dissera que os mosaicos eram iguais aos outros mas que isso não era verdade.

Passei-me, pois está claro! E quem me visse a espingardar ao telemóvel, de um lado para o outro da rua:

a) Que eu soubesse, não havia contratado um serviço de acompanhantes, para ter de lhes pagar à hora. O que eu contratei foi um serviço de limpeza. Logo, para limpar. E nada estava limpo. Donde, o contrato não foi cumprido. Vai daí, têm de limpar, demore lá as horas que forem;
b) Uma ova, aquilo poder não ter solução! Para já, eu ainda não tinha visto ninguém ali de joelhos a esfregar cada um dos mosaicos no sentido das ranhuras; e enquanto eu não visse isso, era certo de que nem tudo havia sido tentado. Todavia, se chegassem mesmo à conclusão de que não conseguiam realizar o trabalho pelo qual eu já pagara, isso nada teria a ver com paciência, mas sim com a imediata restituição do dinheiro que lhe dera;
c) Quem decide quem é que limpa a minha casa sou eu. Se limpa quem sujou ou quem tem por negócio limpar, digamos que a escolha pode não ser fácil (não antes, agora claramente que sim), mas compete-me a mim. A ele resta decidir se aceita o trabalho. E, uma vez que aceite, é sua responsabilidade fazê-lo bem;
d) Claro que sim, que o mal fora ele não ter lá ido; não se ter dignado a levantar o rabo da cadeira por uma vez que fosse, para ter a noção das coisas ao invés de colocar as culpas nos funcionários e nos clientes. Certo dia teve de passar por lá para entregar uma coisa ao empregado, e nem sequer se resolveu a entrar... Ora se isso não revelou logo falta de interesse e de profissionalismo!? Mas pior ainda é a falta de vergonha:
e) Então ele estava a pôr em causa a palavra de um cliente? Assim, gratuitamente, com base em absolutamente nada senão a mera fantasia? Ou seria por conta da primeiríssima impressão do seu funcionário, que mesmo esse já corrigira? E sobre um chão que ele nunca viu na vida? Mas que patife idiota!
Já agora, é claro que eu tenho foto de ambos os mosaicos, lado a lado, em catálogo. São irmanados e da mesmíssima qualidade, com as mesmas características, sem tirar nem pôr. Distinguem-se pela cor e nada mais.

Fazer obras é entrar num mundo verdadeiramente inacreditável. Isto é totalmente surreal!

Conclusão: ficaram lá por umas boas horas, limparam a maioria dos mosaicos à mão, com uma escova de aço, e o grosso das manchas foram suavizadas com diluente, muito a medo. Finalmente, o selante foi posto, o que deu logo um outro aspecto. E lá os deixei irem à sua vida. Mas é claro que ainda vou ter de esfregar imenso aquele chão. Imenso!!!


3. A PORTA DA ENTRADA

A minha ideia sempre foi trocar de porta. Para uma blindada, em princípio. Até começar a ouvir as histórias de que todo o bom ladrão assalta hoje uma porta dessas nas calmas, e que ainda é mais chamado a roubar se as vê, pois imagina que só meta tais trancas à porta quem tenha a proteger algo de valor. Mitos à parte ou não, tencionava tratar do assunto lá mais para a frente no tempo. E, por hora, mudar apenas a fechadura-mor.

Acontece que o senhor que eu tenho agora a trabalhar comigo (um anjo caído do céu, que me tem ensinado imensa coisa e tudo me cobra à mínima – quando cobra!) me fez ver que aquela porta, apesar de bem velhinha, é de madeira mociça, pesada e robusta, de boa qualidade e ainda pronta para as curvas. Vai daí, a decisão ficou em trocar-se o canhão de uma das fechaduras, substituir-se uma outra, que se encontrava desactivada, e dar um tratamento de SPA à dita porta, que consistia em lixar e passar-lhe com Bondex.

Estamos a falar de uns 60€ (canhão), mais 40€ (tranca) + 15€ (corrente para a porta + curva para o tubo do lavatório - arredondei para 20€) + 180€ (da mão-de-obra, que arredondei para 200€ porque o homem disponibilizou-se sempre a ir a todo o lado comprar-me tudo... E tem trabalhado imenso e bem) = 315€.

Acontece, porém, que a porta estava embruxada! Em primeiro lugar, ao tirar-se as ferragens percebeu-se que lá por dentro havia um legado enorme de truques e mais truques do velho tempo; pedaços de madeira outra e de contraplacado e o diabo a sete, que ali foram encaixados para melhor segurar as fechaduras. Bem pior do que isso foi a descoberta de que a porta era folheada toda à volta (em cima, em baixo e dos lados). O verniz humedeceu, melou e soltou toda a casquinha, que teve de ser retirada, ficando com um aspecto horrendo. Por fim, não havia meio de as novas fechaduras funcionarem como deve de ser. Ora não davam as voltas todas, ora o sistema exigia que eu as abrisse ao mesmo tempo, tendo de usar uma chave em cada mão (prático, não?), ora os ferrolhos não encaixavam nos buracos, ora os trincos se soltavam como que do nada...

O mais giro aconteceu ontem: eu fui para lá, mas o senhor acabaria por não aparecer, uma vez que o nosso trato era ele ir se não chovesse). Por lá fiquei em arrumações e experiências, e calhei a trancar-me por dentro. Mas quando decidi sair, já não sai!!! A chave entrava na fechadura mas não se mexia. Tentei, retentei e, já tinha as mãos doridas, quando desisti de tentar. A segunda fase foi uma tentativa de resgate, com um anjo do outro lado da porta disposto a tentar abri-la, assim eu conseguisse passar-lhe as chaves. Só que as chaves não cabiam em frincha alguma. Por baixo talvez passassem, mas teriam de subir um pequeno "degrau". Peguei num jornal, criei uma espécie de tapete-ponte, e lá foram as chavinhas parar ao outro lado. Só que a diferença foi nenhuma, porque mantiveram a sua atitude grevista. Vai daí, lá tiveram de vir os senhores das “Chaves do Areeiro” (que não são do Areeiro, é só para despistar), e eu lá tive de pagar 60€, porque todo o santo dia eu tenho de abrir os cordões à bolsa e sacar de lá um tanto que me custa tanto! L

[Hoje eu estava a achar estranho ainda não ter gasto uma quantia dessas, quando abro a caixa do correio e saco de lá uma carta da Segurança Social a cobrar-me 350€. Enfim!].

O mais giro disto tudo, é que eu não tinha bateria no telemóvel, pelo que, não fora o anjo da guarda, e lá teria de ir para o quintal lançar-me num berreiro a plenos pulmões, a ver se algum vizinho me fazia o favor de telefonar a quem viesse resgatar-me. E não pouco fartos devem andar os vizinhos daquelas obras eternas!

Mas finalmente a saga da porta chegou ao fim, depois de mil tropelias (tira tranca, mete tranca; a equipa das limpezas a roçar-se nela enquanto fresca; a corrente que o senhor comprou em dourado, quando tudo o resto é prateado). Agora tenho esse senhor dedicado ao banco-armário que tenho no quintal na zona da churrasqueira. Um trabalho que mandei o pseudo-empreiteiro abortar, de tão mal ele estava a fazer as coisas. Um trabalho pelo qual este senhor quer cobrar apenas o valor dos materiais (e não é de todos, porque o produto do tipo 'pele elástica' e tinta ele ainda tem).
No meio do azar...!...


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Em suma, pouco mais fiz do que ficar metida dentro daquela casa durante dias a fio, e com isso gastar 700€!

Numa próxima oportunidade tentarei dar conta da saga da caixilharia (e da minha "mais que tudo" janela da cozinha em guilhotina!), das grades de segurança e dos tampos em mármore (sim, que afinal o assunto não se ficaria pelo descrito na edição a esses consagrada!). Já para não falar da instalação eléctrica, dos móveis da cozinha e - porque não? - dos tampos do lavatório, que até estão giros mas que não foram nada fáceis. E hei-de tentar mostrar também o estado do meu anexo, com as suas vigas no tecto (lição de "como não fazer"), as manchas de humidade que me assolam e, finalmente, a lista de afazeres que o pseudo-empreiteiro tem em mãos, e que mais não são do que coisas que ficou de fazer e não fez, ou fez mal e terá de refazer.

Mas gostaria que o post seguinte fosse sobre boas notícias... Sobre o que vai estando feito. E até bem feito.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cores, odores e paladares...

... Que é o mesmo que dizer: árvores, plantas e flores, por esta ou outra ordem qualquer!

No caso, aquilo que pretendo vir a plantar no meu quintal. Assim eu tenha tempo e alma!

Pois está claro que tenho planos...  Desde há muito tempo. Vamos lá ver no que irá dar!


ÁRVORES

Não quero plantar mais do que três, que é a conta que Deus fez. Uma laranjeira, talvez uma macieira e quiçá um abacateiro... Mas dos que dão o tipo de abacate que eu gosto, de casca escura e frizada, tão bons para fazer guacamole. Não aprecio nada daqueles de casca verde e lisa, muito fibrosos por dentro.
A laranjeira dá frutos ao fim de um ou dois anos. Plantar uma macieira é que parece ser algo trabalhoso.

Confesso uma certa curiosidade em relação à nogueira, mas é algo que ainda me irá requerer pesquisa.

O que é que eu já tenho? Um limoeiro que já padeceu imenso, mas que resiste como um verdadeiro herói; uma pereira que em tempos terá dado belos frutos, mas que não sei em que estado está, e parece que também tenho por lá uma nespereira, mas confesso que nunca dei por ela (ao passo que cheguei a jurar ter visto por lá uma figueira que afinal não existe).

VEGETAIS

Estou tentada a listar uma dúzia deles: tomate, cebola (e eventualmente alho), abóbora, pimento, pepino (e talvez beringela), couve galega (quiçá couve-flor), repolho, espinafre, bróculos, agrião, nabo e chuchu. Malagueta também quero (faço questão), mas não sei onde a inserir... Nem nesta divisão que aqui faço, nem fisicamente, no quintal. Talvez a ponha em vasos.

ERVAS

Para já umas duas mancheias, mas o céu é o limite no que se trata a descobrir as suas propriedades e potencialidades (e eu, que me interesso pela tema, conheço já imensas): salsa, hortelã, coentros, oregãos, manjericão  tomilho ou poejo, e as floridas lavanda, alecrim e cidreira. Também acho piada à azedas, cujos pés, picadinhos, temperam lindamente as saladas de fruta.

BAGAS (e pequenos frutos rasteiros ou de silvas)

Ele há groselha, mirtilo, cassis, goji; e, nos frutos vermelhos e/ou silvestres, as amoras, as framboesas e os morangos. Também acho imensa graça ao fisális. Mas para "brincar", escolherei, no máximo, os a negrito.

FLORES

À partida não irei ocupar os meus canteiros com flores, sendo que os que vier a ter deverão permanecer em vasos. Provavelmente algumas plantas aromáticas também, mas isso logo se verá. Devo dizer que não percebo absolutamente nada de flores, o que acarreta uma enorme dose de desafio a esta nova fase da minha vida!
O caminho faz-se ao caminhar, lá diz o ditado. E, aos pouquinhos, irei florir e deixar-me florir. Assim será!
Mandei arrancar uma antiga roseira que se encontrava "embicharada", e fiquei muito triste ao perceber que os homens das obras deram cabo de uma quantidade de verde que eu ali tinha, nomeadamente uma árvores qualquer que eu não sei o que seria mas que enchia a entrada para o quintal, e um cacto gigante que lá havia.

Por fim, há ainda as plantas trepadeiras com que pretendo adornar duas zonas do quintal: sem flores, as que irão "forrar" a rede que divide o meu terreno do do vizinho; e bunganvílias (talvez brancas, talvez verdes) a ornamentar o caramachão. E há ainda uma árvore, que não de fruto, que me apetece muito ter: a Magnólia...

Fonte: http://decoradorabile.com/tag/arvores-no-quintal/

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Hoje apeteceu-me colorir o Outono...

... E por isso coloquei, a fazer de metáfora, esta selecção de imagens no meu facebook: 


Fonte: http://pinterest.com/joycediehl/bom-de-viver/

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cozinha corrida

Já não é novidade que sou adepta de espaços domésticos pequenos. Se há coisa que me agrada é ver como se consegue aproveitar e rentabilizar cada cantinho de uma casa.
Para mim, uma sala de estar é um espaço moderado onde todos se possam sentar confortavelmente perto uns dos outros, e não um salão com áreas que não são fruídas, desprovidas de razão (e de emoção).
Já o quarto, esse é suposto ser algo à minha medida, que permita ter perto de mim o que me é mais intímo, mas não uma zona por onde cirandar sem rumo e sem necessidade.
Claro que não sou fundamentalista, pelo que, se tais divisões, apesar de grandes, souberem proporcionar vários ambientes, nada a dizer. Já vi algumas versões que me agradaram. E casas de banho enormes e agradáveis também. Mas confesso que isso é raro, pelo simples facto de que não é fácil decorar com alma espaços demasiado abertos.
De todas as divisões, talvez a cozinha seja a que eu melhor compreendo que as pessoas prefiram em grande, seja para colocar uma ilha ao meio, seja para o que for. Mas, pensando bem, se a minha o fosse, acrescentar-lhe-ia apenas um recanto mais intimista - e talvez uma poltrona - para poder dar despacho aos e-mails enquanto cozinho e para confraternizar com as visitas.
Ainda assim, prefiro-as pequenas e bem aproveitadas. Têm de ser funcionais e acolhedoras ao mesmo tempo, o que não é fácil. Gosto de poder ter tudo à mão, bastando para isso virar-me de um lado para o outro e, ainda assim, saber que nela caibo eu e mais o meu mundo.
A minha cozinha é assim. Assim a soube, no exacto momento em que a vi pela primeira vez. Nesta edição que lhe serve de homenagem, mostro alguns exemplos de cozinhas com a mesma estrutura: estreita e longa - também designada "em corredor". Só enquanto a minha não fica definitivamente acabada.



Eis, para mim, o que tem de ter uma cozinha: boa(s) bancada(s) de trabalho, suficiente espaço para arrumação, bastante luz natural e uma disposição ergonómica. Depois é só torná-la bonita. E pronto!

Aproveito, e partilho aquilo de que me lembro sempre que se fala em cozinhas pequenas - se bem que o caso que se segue diz respeito a uma cozinha muito mais pequena do que qualquer outra; qualquer coisa parecida com isto:



Rachel Khoo:

Rachel Khoo é Inglesa, provinda de uma família de imigrantes orientais e mora em Paris. As suas receitas pretendem reproduzir os clássicos da cozinha francesa numa versão moderna e desmistificada. Não domina bem o francês, o que até poderia ser uma limitação, mas que é transformado em charme.

O programa é gravado na sua cozinha, que é minúscula, e a par da qual todas as cozinhas são palácios. Na verdade, para se movimentar esta cozinheira conta com um espaço quadrado que tem a medida total de ambos os seus braços abertos.
A Rachel trabalha sobre uma pequena bancada de madeira que ela mesma providenciou, e cozinha de forma viva, descontraída (descalça até)... de um jeito simples mas, ao mesmo tempo, algo sofisticado.


Bon appétit!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Economia e Ecologia

Três coisas tentei ter em atenção, nesta nova casa, para além da estética do ambiente: assegurar condições de segurança; criar um espaço onde um cão possa ser feliz; prever formas de restringir os gastos. Sobre esse último aspecto, eis aquela que é a minha principal tríade na economia doméstica:

ÁGUA

Na mira de um consumo da água mais racional, as torneiras da cozinha e da casa-de-banho serão apetrechadas de um redutor de caudal; a loiça é lavada à mão no sistema de duas cubas (o lava-loiças só tem uma, mas a técnica consiste em lavar nela e enxaguar num alguidar, ou vice-versa), evitando a irresponsável tentação da lavagem sob água corrente; a primeira água do duche (enquanto não sai quente) é aproveitada para a rega ou para a limpeza do chão (aliás, a água de passar a loiça a limpo também serve para lavar o  chão do quintal, por exemplo).

Quem tem um quintal costuma consumir mais água, mas eu quero ver se consigo compensar as coisas.

Quanto ao autoclismo, para além de ter duas intensidades de recarga, levará, no cifão, uma garrafa cheia de água, por forma a impedir o seu enchimento total. Há quem opte pelo truque de aproveitar águas de outros usos para as descargas, mas não me parece nada prático. E eu privilegio formas inteligentes de fazer mais com menos, mas que não causem desconforto.

Há dias vi à venda uns vasos muito grandes que se colocam no jardim e que, para além de serem decorativos, servem de reservatório para as águas da chuva e têm uma torneirinha, para além de um filtro. São caros, e também não vejo razão para tanto, até porque sei que iria passar a vida a imaginar a quantidade de bichos que iriam jazer por lá a todo o momento; quer a afogar-se, no inverno, quer a dissecar, no verão. Ná!, não é uma ideia que me entusiasme.

LUZ

No que respeita à energia eléctrica, as opções são ainda mais. Deixo aqui uma mão cheia delas:

a) Investi em dispositivos LED (sala, quarto, casa de banho, corredores, despensa e anexo) e lâmpadas economizadoras (cozinha, quintal e arrumos);

b) Em todas as divisões há sempre a hipótese de se acender uma só lâmpada [dei por um erro de estudo que cometi ao optar por instalar um foco duplo no quarto, o que me obriga a ter sempre um par delas ligado, mas isso é coisa que irei corrigir no futuro];

c) Para eventuais (e excepcionais) serões de TV não preciso de ter as luzes acesas (nunca foi meu hábito), e tenho ainda duas outras possibilidades: o acumulador de luz solar, que passará o dia a absorver energia no quintal e que tem autonomia suficiente para o uso que darei à sala ao chegar a casa; e o antigo candeeiro a petróleo, uma relíquia de família (era da minha avó materna e já em criança me encantava), que, para além de servir como peça de decoração, é extremamente útil em situações de falta de energia e pode mesmo ajudar a compor um ambiente mais romântico...;

d) Não possuo equipamento de ar condicionado, aquecedores de qualquer género ou electrodomésticos muito gulosos de energia eléctrica, como seja um secador de roupa. Utilizo muito poucas máquinas e, definitivamente, bem menos apetrechos eléctricos do que a maioria das pessoas: não uso máquina de café (o café é feito na cafeteira), nem chaleira eléctrica (aqueço a água ao lume ou no microondas); a torradeira é daquelas de se colocar em cima do bico do fogão; optei pela lavagem manual da loiça (para uma ou duas pessoas nunca achei que compensasse a máquina); muitas vezes substituo os equipamentos eléctricos (picadora, batedeira, espremedor, passe-vite, etc.) por utensílios manuais, tão mais agradáveis de utilizar!;

e) Todos os grandes equipamentos são económicos (de A+ a A+++) e o uso daqueles que ainda não o são (como o famoso ferro de engomar) é devidamente regrado. Mesmo os aparelhos menos gastadores são, dentro dos possíveis, utilizados com consciência e parcimónia (abertura das portas do frigorífico; aparelhos em modo de “stand-by”, lavagem da roupa à temperatura suficiente, etc.);

Se ainda era possível fazer mais e melhor? Pois claro que era. Um exemplo é este: eu sempre quis – e o tanto que teimei para isso! – que este meu forno fosse a gás. Por um lado, eu adoro cozinhar no forno; por outro, o forno eléctrico gasta horrores de energia. Todavia, de modo a não diminuir ainda mais o espaço do corredor que a cozinha forma entre os armários, tive de fazer caber a placa de bicos e o forno respectivamente sobre e sob um tampo de 50 cm, o que poderia ser um impossibilidade, não fosse eu a teimosa que sou. Lá fácil não foi, é verdade: ao início juravam-me a pés juntos que uma placa de bicos a gás, para ali caber, teria de ser de dois queimadores, ou então três, mas todos na horizontal... O que me levaria uns 90cm de bancada. Por outro lado, um forno para ali ser encastrado, só se fosse mini, ou híbrido (um forno-microondas), e coisas dessas, para mim bem estranhas.

Valeu-me a inteligência da Teka (a linha espanhola) em perceber que as cozinhas são cada vez mais pequenas, e que já lá vai o tempo em que tudo tinha de ser standard e chatinho. E foi assim que consegui uma placa com quatro bicos de gás,e um bom forno... Mas eléctrico! E agora há que ter alguns cuidados, como não desperdiçar em pré-aquecimentos desmesurados, desligar o forno um pouco antes de terminar, etc.

GÁS

É gasto sobretudo na confecção dos alimentos e nos banhos.

Já por natureza não gosto de aquecer a comida em demasia, e até aqueço menos coisas do que a maioria das pessoas que conheço (como vários pratos frios, não cozo demais os legumes, nunca aqueço o leite, quase sempre bebo o chá gelado, enfim...).

Para cozinhados a sério, sempre que possível uso a panela de pressão. E aproveito sempre para lá meter algo que preciso cozer para outras refeições (exemplo, arroz ou massa, dentro de uma bola microperfurada, própria para o efeito).

Sempre que a loiça não careça de uma lavagem mais profunda, lavo-a com água fria. E conto que a suposta “inteligência” do meu esquentador o faça ter um funcionamento equilibrado.

Optei por não colocar um painel solar no telhado do anexo do quintal. Daria um resultadão, porque apanharia sol directo durante horas, mas trata-se de um investimento demasiado avultado para mim, do qual tão depressa não iria beneficiar. E o dinheiro está mesmo caro!

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E pronto! Sou adepta de outras formas de poupança e contra o desperdício, como por exemplo no que tenha a ver com as compras e com a alimentação (há que reutilizar e reaproveitar) e outros hábitos com os quais podemos ter maior qualidade a um menor custo. Mas isso será melhor apresentado um pouco lá mais para a frente, aí já com exemplos ilustrados, para não se tornar tão maçador! J




Já agora, um exercício: vamos ver se alguém consegue adivinhar, por aproximação, os montantes das minha facturas da água, da luz e do gás referentes a um mês típico nesta casa. Eu ainda não consigo ter uma ideia, mas é importante que a tenha em breve para melhor poder planear.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013


"Quero uma casa no campo, que pode ser na cidade, mas tem de ser de verdade"

(Casa no Campo - Capicua)

domingo, 21 de outubro de 2012

Mudança de planos!


Ai, ai, do que me fui lembrar nesta altura do campeonato!... Agora, que os mosaicos-pastilha estão mais do que comprados... E a trabalheira que foi achá-los!, já para não falar do dinheiro que gastei neles! Mas o que é da vida senão uma sucessão de planos, e como pode um espírito inquieto não mudar de ideias sobre uma obra que decorre há já tanto tempo?...


(Pastilha para colocar entre os móveis)

Pois bem... Acho que vou forrar a parede da cozinha entre os armários superiores e inferiores com o mesmo revestimento que coloquei no chão. Imita madeira, é bonito, lavável, neutro, condiz com tudo e fica mais rústico. É sabido que nunca fui muito à bola com aqueles mini-mosaicos demasiado ordenados e certinhos. E da experiência que fiz, pareceu-me não combinam com a decoração que idealizei para ela (uns vasinhos com flores e as cortinas em vichy vermelho que irei pôr por detrás dos vidros dos armários pequeninos).

(Experiências com mosaico do chão e com mosaico-pastilha)

Eis o único senão desta escolha: os mosaicos de "madeira" não têm comprimento suficiente para cobrir, dispostos ao alto, toda a área pretendida, e era assim mesmo que eu os queria: verticais, a parecerem tábuas realmente. Neste caso teria de os colocar desencontrados (como foi feito com o chão), coisa a que já não acho tanta graça.
Alternativa: o Leroy Merlin tem à venda uns vinis que imitam muitíssimo bem a madeira. Infelizmente, aquele que é para mim o mais bonito, tem uma cor muito afastada da do meu chão, e temo que não combine nada bem. Depois há um outro, com um tom bem mais próximo ao do chão (castanho acinzentado), mas que ao perto não me parece tão atraente. Como lá não deixam comprar uma peça isolada, e uma pequena amostra não me permite experimentar estas hipóteses convenientemente, tive uma ideia: visto que, em optando pelo vinil, irei sempre precisar de  duas caixas, para a semana vou lá e compro uma caixa de cada, depois faço a experiência à vontade e por fim  volto lá e troco a caixa daqueles que rejeito por uma daqueles que escolhi! Parece-me um bom plano. 
 (Detalhe do mosaico a imitar madeira)
  (Detalhe de um vinil a imitar madeira)
(Distância de cor entre o mosaico e o vinil)

No entretanto, fico a braços com mil dúvidas e "se's"! :S
 

(Actualização: recanto à entrada. A cozinha encontra-se agora revestida a vinil do lado esquerdo, entre os armários superior e inferior, e por cima da placa do fogão. Se um dia me arrepender, regressarei aos mosaicos).